Aulas presenciais e perdas da Educação na pandemia foram debatidas em Audiência Pública

por Assessoria de Imprensa publicado 02/06/2021 18h40, última modificação 02/06/2021 18h41
Cumprindo com todos os protocolos sanitários e de distanciamento, a reunião ocorreu na noite dessa terça-feira (1º)

A audiência pública para debater sobre aulas presenciais e perdas da Educação na pandemia, foi presidida pelo vice-presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento e Bem-Estar Social, vereador Eduardo Pompermayer (DEM), que junto do presidente da Casa, vereador Rafael Pasqualotto (Progressistas), propôs o debate na Câmara.

Cumprindo com todos os protocolos sanitários e de distanciamento, a reunião ocorreu na noite dessa terça-feira (1º), e contou com participação de vereadores, secretários municipais, professores, diretores de escolas e estudantes de Bento Gonçalves. 

A Secretária Municipal de Educação Adriane Zorzi, explanou sobre os desafios enfrentados pela pasta para que todos os alunos fossem assistidos. “Cada aluno, professor e equipes diretivas, receberam login e senha para acesso as atividades virtuais, e tiveram todo acompanhamento. Já os alunos que não tinham acesso à internet em casa, ou não tinham condições de ter, iam até a escola para receber as atividades com a equipe diretiva e ter o mesmo acompanhamento” explicou a secretária.

A secretária disse ainda, que foi criado o Centro de Operações de Emergência em Saúde e Educação(COE-E), e antes do retorno presencial das aulas, todos os profissionais foram testados. Bento Gonçalves foi um dos primeiros municípios que retornou as aulas presenciais, tornando-se referência para estruturação e de como atender aos protocolos sanitários. “A escola é o local onde é mais limpo, higienizado, e onde se atende a todos os protocolos de combate ao COVID-19” ressaltou a secretária.

Também participou da audiência o coordenador da 16ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Alexandre Misturini. Em sua explanação, o professor disse que os decretos governamentais foram os mesmos seguidos pela rede municipal de ensino. Falou ainda, que os professores foram treinados pelo Estado para saberem utilizar a plataforma virtual. Para retomada presencial, todos os EPIs foram garantidos tanto pelo Governo do Estado, quanto da prefeitura municipal. “Hoje a questão pedagógica nos preocupa bastante, acredito que o ensino remoto veio pra ficar. No Estado isso é perceptível, no contraturno a tendência é ser tudo remoto, mas a parte pedagógica ainda é uma preocupação, medirmos o quanto de conhecimento os alunos adquiriram ou não durante a pandemia”, pontuou Misturini.

O presidente da Câmara, vereador Rafael Pasqualotto (Progressistas), um dos inscritos, enalteceu o trabalho desenvolvido pelos profissionais da educação, e toda organização para a retomada das atividades presenciais. Pasqualotto ponderou que o fechamento escolar é mais pernicioso do que as crianças irem à escola. “Mais de 50% da população não é natural de Bento Gonçalves, e chegam aqui sem ter onde deixarem suas crianças, fora aquelas que usufruem da única refeição do dia, que é a merenda escolar. Aqui fica um pedido, um apelo, para que a educação não retroceda e que não voltem a fechar, enfatizou o presidente observando ainda que há graduações e cursos que podem ser realizados de forma online, mas há cursos e ensinamentos que nada substitui o presencial.

Alunos e professores também se manifestaram com preocupação sobre o futuro da educação, quanto a retomada total das atividades e reforçaram a garantia de protocolos cada vez mais eficazes para manterem as escolas abertas.

O vereador Eduardo Pompermayer, observou que a educação passa por adaptações da nova realidade. “O desafio não é fácil, a própria ONU e UNICEF declararam uma crise na educação durante dois anos. A educação é direito de todos, dever do estado e da família. Nós lutamos muito pelas voltas as aulas, mas percebemos que não tivemos muito êxito. A questão do ensino híbrido parece dar uma sensação da não obrigatoriedade do ensino e isso é preocupante, como avaliar um aluno, como aprovar ou reprovar? As novas tecnologias somam, mas professores e escolas jamais serão substituídas. Encerramos esta audiência reforçando nosso trabalho em prol da valorização da Educação, finalizou Pompermayer”.

Assista a audiência pública na íntegra aqui.